Para quem está afim de uma boa leitura, aqui vai a dica, o livro: O Máximo e as Máximas de Machado de Assis, do escritor Andrey do Amaral.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Máximo e as Máximas de Machado de Assis
Postado por Carlos Martins às 06:59 1 comentários
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Só para refletir...

A impressa nos entorpece, nos obriga a conhecer o inútil, e nos impulsiona, com base nessa inutilidade aprendida, a sentirmo-nos grandes formadores de opinião.
Eu não pedi para saber quem é a filha da Xuxa, mas fui obrigado a saber. Por mais que me escondesse, essa informação me perseguia, dizia para mim que era importante, que precisava ser conhecida, e me buscou em todos os cantos, até conseguir. Agora sei quem é a filha da Xuxa. E por mais que possa parecer entretenimento, eu não o vejo assim. Começa a surgir uma delimitação do que é “cultural” seguida de uma exposição exacerbada daquilo que a impressa acha ser importante repassar para alcançar seus próprios fins.
Não se iluda. Esqueça um pouco os pontos positivos e compreenda os 70% de porcaria que entorpecem o seu juízo.
Leia um livro, converse com alguém mais experiente; conheça pessoas interessantes, e, se possível; viaje um pouco, mesmo que seja apenas uma viagem mental (sem drogas).
É assim que você vai consolidar alguma base para poder melhorar a sociedade em que vivemos.
Ah! Desligue um pouco a televisão.
Postado por Carlos Martins às 10:33 4 comentários
domingo, 26 de outubro de 2008
A verdade está no íntimo – Parte Final

Depois de um longo período sem postar (foi por uma boa causa - reformulando certas teorias), sinto-me na missão de dar fim a pequena série (simplória série) que dei início um tempo atrás.
Sem sombra de dúvidas, a maioria das pessoas com problemas comportamentais - dos simples desentendimentos familiares, ao casos mais extremos do tipo "ex-namorado mata ex-namorada" - tem seu ponto sensível no interior do indivíduo (PI). Falta de compreensão de si mesmo, de seus próprios atos, e da reação que atos alheios podem lhes causar.
Antes de buscar a razão para seus problemas em algo externo, procure compreender a si mesmo, em grande parte, é a forma como interpretamos as situações corriqueiras do dia-a-dia que faz com que nos sintamos mal, assim como também, a dificuldade em expressar-se é uma das principais formas da destruição física.
Você se enxerga da mesma forma que as pessoas enxergam você?
Talvez nunca tenha pensado nisso, e por isso mesmo, tenha sempre criado expectativas frustradas a respeito da reação que outras pessoas tem de você, dos seus atos.
Nosso foco está sempre nas atitudes externas, agimos sempre conforme as coisas "deveriam ser" e não como de fato "são". Olhe para dentro, questione-se, descubra a melhor maneira de expressar exatamente aquilo que sente, e o mais importante, compreenda que nem sempre aquilo que deseja expressar será compreendido e aceito exatamente da mesma forma que aconteceria se alguém fizesse o mesmo com você.
Compreender-se, antes e tudo, é de fundamental importância para si mesmo.
Postado por Carlos Martins às 18:55 10 comentários
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Para quem gosta de Machado de Assis...
De maneira bem didática, o leitor encontra neste O máximo e as máximas de Machado de Assis as várias vertentes de sua obra. Há alguns poemas conhecidos e outros bem diferentes do traço de sua pena. Inédito em qualquer outro livro, indicamos precisamente onde foi publicado seu primeiro poema: no Periódico dos pobres. A cronologia histórico-literária está bem atualizada e extensa. Reproduzimos trechos de contratos entre Machado de Assis e seus editores, como o francês H. Garnier. Em um dos contratos, por exemplo, encontra-se o registro da mudança do título de um de seus romances para Esaú e Jacó. Há ainda comentários e curiosidades sobre todos os romances e os trechos mais significativos de cada um deles, além de contos, crônicas e filmografia completa.
Este trabalho possibilita que o leitor perceba a extensão da obra de Machado de Assis e como ele é inesgotável. Pode ser utilizado por professores, alunos e leitores, especialistas ou leigos, em sala de aula, no metrô, no ônibus, em casa ou na praia. Para quem nunca leu, ou pouco leu Machado de Assis, aqui está a oportunidade para se compreender a importância de Machado para nossa literatura. Para quem já é fã e leitor voraz, este trabalho é um roteiro para ratificar a essência do conjunto de sua obra. Neste livro, Andrey do Amaral convence o leitor de que Machado de Assis não se restringe a leituras obrigatórias, e sim a momentos prazerosos de leitura e reflexão. Mostra-nos um Machado igual a nós, que subiu degrau por degrau e atingiu o ápice em sua carreira literária, começando com textos mais simples, chegando a obras geniais.
À venda nas melhores livrarias.
Postado por Carlos Martins às 06:04 10 comentários
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A verdade está no íntimo – Parte II
A verdade está no íntimo – Parte II
Júlia está com problemas pessoais em casa, há algum tempo ela e o marido não se acertam. Além disso, ela dificilmente encontra tempo para se divertir com os filhos. Isso a está deixando frustrada. Hoje, depois de uma discussão matinal com o marido, Júlia vai trabalhar, e lá, tem de explicar ao chefe porquê atrasou tanto na entrega de alguns relatórios por ele antes pedido. Ela sabe que deve agir socialmente. Terá que demonstrar contentamento mesmo diante de tudo que está sentindo internamente. Veja o diálogo:
_ Oi Júlia! Bom Dia!
_ Bom dia! (PI – bom dia só se for para você, o meu já começou péssimo).
_Vamos direto ao ponto. Você deveria ter entregado os relatórios que pedi na semana passada. Por que ainda não o fez?
_Chefe, na verdade eu já comecei a fazer, mas fiquei atarefada com outras coisas durante a semana, por isso o atraso. (PI – estou com milhares de problema na minha vida pessoal, será que você não percebe isso?).
_Atarefada? Júlia, eu te pago muito bem para você me dar essa desculpa. Isso é inadmissível. Se está deixando acumular serviço, se esforce mais!
_Você está certo chefe, acho que desandei um pouco. Não consegui me organizar bem, mas vou mudar isso. (PI – Seu imbecil! Você acha que a minha vida é só dedicação a este emprego? Não! Tenho minha casa, meus filhos, meu marido, ah meu marido. Por que você é tão insensível?).
_É bom mudar mesmo, porque lá fora há uma fila de pessoas querendo trabalhar aqui e ocupar a sua vaga. Melhore seu desempenho ou terei que tomar uma atitude mais drástica da próxima vez.
_Não será preciso chefe. Isso não voltará a acontecer. (PI – Que vontade de jogar tudo para o ar e sair gritando dessa sala, e claro, dar um soco na cara desse idiota!).
_Pode sair agora. Quero os relatórios hoje na minha mesa até às 14h00min, ou teremos um problema sério com isso.
_Mas chefe é pouco tempo para concluí-los. (PI – você é realmente insensível mesmo, eu com tantos problemas e você ainda exige mais e mais de mim?).
_Isso não é problema meu, Júlia. Se vire! Até mais!
_Até mais chefe. (PI – Tchau! Seu cretino).
Por que o chefe não percebe o que de fato se passa na vida da Júlia?
Ele não enxerga a PI dela.
Por que Júlia não expressa para o chefe sua PI?
O contexto social não permite (não é seguro, nem adequado).
Perceba quantas vezes algo parecido acontece com a gente no dia-a-dia. Comece a enxergar aquilo que você guarda e aquilo que você libera. Por que guardou? Por que liberou? Comece a perceber quem é a sua PI. Ela é a sua essência, a sua maior verdade. Nela estão guardados todos os seus segredos, desejos e medos. A partir desse pequeno reconhecimento poderemos saber o que é bom guardar, o que é bom liberar, e o mais importante, como enxergar a PI de uma pessoa através da sua PE, ajudando em muito o convívio social.
(continua...)
Postado por Carlos Martins às 08:27 11 comentários
quarta-feira, 30 de julho de 2008
A verdade está no íntimo – Parte I
É eu sei, isto aqui é um blog e não adianta eu escrever um texto prolixo, e recheado com palavras difíceis que em muitas vezes só dificulta o entendimento de quem eu quero ajudar. Conversando com algumas pessoas, percebo a dificuldade que as mesmas tem de “cuidar” dos seus interiores, assim como, a notável crença de que a imagem externa de uma pessoa, corresponda fielmente aquilo que desejamos internamente de alguém– acontece muito em relacionamentos amorosos. Vou compartilhar tudo isso e dividir em partes, não sei quantas, mas aqui fica a primeira delas. Espero que assim as pessoas aprendam enxergar um pouco melhor as essências alheias, e o mais importante, compreender a sua própria.

A verdade está no íntimo – Parte I
Um conceito simples, mas que se for bem entendido pode mudar muito a vida de uma pessoa, e ajudar bastante na evolução de certos medos internos. Lançarei aqui dois termos, Pessoa Interna (PI - não é Piauí, por favor) e Pessoa Externa (PE - não é Pernambuco, por favor). Esqueçam por um momento as terminologias psicológicas, ou os mais diversos significados existentes para isso, esqueçam espírito e corpo, e coisas afins. A idéia aqui é simples, muito simples e básica: Oferecer para qualquer pessoa uma idéia básica sobre interior e exterior humano, mente e aparente social, para que com isso, um possível leigo que jamais se interessará por psicologia (e muitos não querem essa obrigação) possa cuidar melhor daquilo que o aflige internamente.
É interessante perceber como culturas de diferentes países tratam PI e PE de formas diferentes, utilizando desde cedo, por exemplo, bases filosóficas que muitas vezes são influenciadas por alguma religião. Alguns países prezam o conhecimento da PI, e outros da PE, por fim, alguns não prezam nada.
Importante saber, como mostrarei posteriormente, que aprender a entender melhor essa idéia, e enxergar com mais exatidão como uma imagem externa pode afetar criteriosamente o seu íntimo, trará um pouco mais de paz, entendimento, e tranqüilidade para o seu interior.
(continua...)
Postado por Carlos Martins às 06:28 9 comentários
quinta-feira, 17 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Um pouco do que há dentro de mim
Olhe para mim. Levante a cabeça, por favor. Vê que estou aqui somente por você? Não me incomoda o perigo lá de fora, ele é pequeno perto da força do amor que sinto por você. Com esta força protejo sempre você, mesmo nos momentos em que deseja solidão, mesmo nas horas em que se quer procura ser compreendida. Sim, eu sei, você teme me perder, mas perder como se o que eu quero é só você? Nosso primeiro encontro foi em vidas passadas, e por mais que renasçamos longe um do outro, eu sempre encontrarei você. Cada vez que nos olharmos sentirá a nostalgia mais perfeita de todas, construída em séculos de momentos amorosos, seu medo irá embora, e eu estarei eternamente ao seu lado. Vê, somos um só, e assim será para sempre.
Um pouco do que há dentro de mim.
Postado por Carlos Martins às 11:04 10 comentários
terça-feira, 8 de julho de 2008
Solidão Invisível
Estive em Tubarão este final de semana. Fui atender ao chamado desesperado de um colega. Há uma semana sua sobrinha havia cometido suicídio, e a família notavelmente abalada, ainda procurava entender o porquê da fatalidade. Decidiu então me procurar. Ninguém ainda havia conseguido identificar a motivação da tragédia, segundo ele.
Às vezes é preciso tempo para poder começar a aceitar as coisas. Era melhor esperar um pouco, tudo era muito recente ainda, e procurar a resposta agora seria bastante doloroso. Mesmo assim ele insistiu. Disse que a família precisava entender o que se passava na cabeça dela nos últimos dias antes de morrer. Todos queriam compreender porque uma garota aparentemente perfeita poderia ter tirado sua própria vida dessa forma.
Conheci toda a família da garota, os pais, o irmão, o avô, e o cachorro. Todos muito educados e hospitaleiros, exceto o cachorro, que para mim, não fez cara de bom amigo. Confirmaram em um só coro, ela tinha tudo que uma garota de sua idade gostaria de ter, amor, carinho, um quarto só para ela, computador, roupas, e amigos, muitos amigos.
O pai quis mostrar o quarto dela. Tudo estava rigorosamente da mesma forma que havia deixado antes de morrer. O guarda-roupa com duas portas abertas, a cama desarrumada, o edredom caído ao chão. Sobre a escrivaninha alguns livros, papéis amassados, um copo com água pela metade, e um caderno que com uma folha em branco trazia mais respostas do que se podia imaginar. Percebi que havia alguns pedacinhos de papel junto à espiral do caderno, e imaginei que alguém pudesse ter arrancando alguma folha escrita antes de o ter deixado ali, pois havia marcas de letras na folha em branco. Com um lápis, rabisquei levemente a folha, e dentre outras coisas escritas, vi a frase que mais chamou minha atenção:
Quando não conseguimos compreender nosso verdadeiro eu, nossa solidão passa a virar uma espécie de prisão, e para isso acontecer não precisamos estar só fisicamente, basta não conseguirmos libertar nossa essência.
Nos conhecendo melhor por dentro, amando quem de fato somos, a solidão passa a ser um momento de grande conhecimento e força, é aí que passaremos a refletir com mais clareza a respeito de tudo o que acontece ao nosso redor.
O falso amor de si mesmo transforma a solidão em prisão (Nietzsche)
Postado por Carlos Martins às 11:25 15 comentários
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Pensamentos...

Sinto falta às vezes de encontrar alguém interessante para conversar e compartilhar certas coisas. Alguém com sonhos, metas, vontades. Alguém que queira viver a vida de forma pessoal e íntima. Alguém que se canse do externamente externo obrigatório de cada dia, e acredite que é possível sim, ser feliz da forma que sempre se quis.
Pois é exatamente assim que penso e vivo.
Para refletir, um vídeo que gosto muito.
LER DEVIA SER PROIBIDO
Postado por Carlos Martins às 17:48 9 comentários




